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Cirurgia de refluxo gastroesofágico
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
6 min. de leitura

Entenda quando a cirurgia para refluxo gastroesofágico é indicada, como é realizada e cuidados necessários na recuperação

A cirurgia para refluxo gastroesofágico é uma possibilidade de tratamento indicada para pessoas que convivem com os sintomas persistentes do refluxo, como azia, queimação e dores, mas não obtiveram melhora com o tratamento clínico conservador.

O procedimento tem como objetivo principal a correção da falha no mecanismo que impede o retorno do conteúdo gástrico ao esôfago e de condições associadas, como nos casos em que há hérnia de hiato, o que proporciona alívio dos sintomas do refluxo e previne complicações.

Com o avanço das técnicas minimamente invasivas, a cirurgia para refluxo gastroesofágico tornou-se mais segura, eficaz e com recuperação mais rápida ao longo dos anos.

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O que é refluxo gastroesofágico?

O refluxo gastroesofágico ocorre quando o conteúdo do estômago retorna para o esôfago, causando sintomas como azia, queimação retroesternal, regurgitação de ácido, dores, engasgos, soluços e sensação de bolo na garganta.

Na maioria dos casos, essa situação se desencadeia por causa do mau funcionamento do esfíncter esofágico inferior, uma estrutura entre o estômago e o esôfago que se comporta como uma válvula responsável por impedir que esse retorno ocorra.

Situações momentâneas de refluxo podem ocorrer em qualquer pessoa. No entanto, quando o problema se torna frequente e com sintomas cada vez mais persistentes, ele passa a ser denominado doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

Nesses casos, além do desconforto, o contato repetido do ácido gástrico com o esôfago pode causar inflamações, erosões e até alterações mais graves, reforçando a importância de uma avaliação adequada que leva a tratamentos clínicos ou, em alguns casos, à cirurgia para refluxo gastroesofágico.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do refluxo gastroesofágico se baseia inicialmente na avaliação clínica dos sintomas relatados pelo paciente e sua frequência, e de outros fatores de sua história clínica que podem se relacionar à condição. Em muitos casos, o tratamento clínico conservador pode ser iniciado apenas com base nesses dados.

No entanto, para pacientes que apresentam sintomas de refluxo persistentes, atípicos, que geram dúvidas sobre sua origem ou mesmo os candidatos à cirurgia para refluxo gastroesofágico, a realização de exames complementares é fundamental. Entre os principais, estão:

  • Endoscopia digestiva alta;
  • pHmetria esofágica de 24 horas;
  • Manometria esofágica;
  • Esofagograma contrastado.

Por meio desses exames, é possível avaliar a gravidade do refluxo e o funcionamento do estômago e esôfago, além de descartar outras condições associadas ou que tenham sintomas semelhantes.

Tratamento cirúrgico especializado com o cirurgião geral: Dr. Wilson Martinuzzo!

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Quando o tratamento cirúrgico é necessário?

A cirurgia para refluxo gastroesofágico é indicada quando:

  • Os sintomas não são controlados de forma efetiva com mudanças de hábitos e uso de medicamentos (tratamento clínico);
  • O paciente se torna dependente de medicamentos para controlar a produção de ácido estomacal;
  • A causa do refluxo gastroesofágico está associada à presença de uma hérnia de hiato;
  • Há complicações como úlceras, esofagite grave, esôfago de Barrett e estenoses.

A decisão pela realização da cirurgia para refluxo gastroesofágico deve ser individualizada. Ao tomá-la, o cirurgião precisa levar em conta o perfil do paciente, os achados dos exames e o histórico de tratamentos realizados anteriormente.

Como é feita a cirurgia de refluxo gastroesofágico?

A cirurgia para refluxo gastroesofágico tem como principal objetivo restaurar o mecanismo de barreira entre o esôfago e o estômago. O procedimento é realizado por meio da construção de uma válvula reforçada utilizando o próprio fundo do estômago.

Nos casos em que são diagnosticadas condições ou complicações associadas ao refluxo, como a hérnia de hiato ou estenoses no esôfago, a cirurgia também deve incluir sua correção.

Atualmente, praticamente todas as cirurgias para refluxo gastroesofágico são realizadas por meio de técnicas minimamente invasivas, o que reduz o trauma cirúrgico, a dor pós-operatória e o tempo de recuperação. Nesse contexto, as duas principais abordagens são a videolaparoscopia e a cirurgia robótica.

Via videolaparoscopia

Na cirurgia para refluxo gastroesofágico por videolaparoscopia, o procedimento é feito por meio de pequenas incisões no abdômen, através das quais são introduzidos uma câmera e os instrumentos cirúrgicos. Enquanto isso, o cirurgião visualiza a área operada em uma tela alta definição.

Essa técnica tem diversas vantagens, como menor dor no pós-operatório, menor risco de infecção, cicatrizes discretas e retorno mais rápido às atividades diárias.

Via cirurgia robótica

A cirurgia para refluxo gastroesofágico por via robótica é semelhante à videolaparoscopia, em que são feitas pequenas incisões pelas quais passam os instrumentos cirúrgicos e uma câmera. A diferença está na abordagem, que utiliza tecnologia avançada, na qual o cirurgião controla braços robóticos que reproduzem seus movimentos com extrema precisão.

Os benefícios dessa técnica incluem maior precisão, menor chance de sangramento e uma recuperação pós-operatória ainda mais segura e tranquila que a da cirurgia por videolaparoscopia.

Quais os riscos da cirurgia de refluxo gastroesofágico?

Como qualquer procedimento cirúrgico, a cirurgia para refluxo gastroesofágico apresenta riscos, embora sejam bastante reduzidos quando o procedimento é realizado por uma equipe experiente e vias minimamente invasivas. Entre os possíveis riscos estão sangramento, infecção, trombose nos membros inferiores, traumas locais e complicações anestésicas.

Também podem ocorrer efeitos transitórios, como dificuldade para engolir nos primeiros dias, gases e distensão abdominal. Por isso, a avaliação cuidadosa e um bom acompanhamento pós-operatório são fundamentais para minimizar esses riscos e garantir bons resultados.

Como é o pós-operatório da cirurgia de refluxo gastroesofágico?

O pós-operatório da cirurgia para refluxo gastroesofágico costuma ser bem tolerado na maioria dos casos. Geralmente, o paciente permanece internado para observação por curto período e recebe alta em 1 ou 2 dias, dependendo da evolução clínica.

Nos primeiros dias após a cirurgia para refluxo gastroesofágico, a alimentação é progressiva, devendo ser iniciada com dieta líquida e evoluir conforme orientação médica. A maioria dos pacientes retorna às atividades leves em poucos dias, com melhora significativa dos sintomas de refluxo logo nas primeiras semanas.

Quando devo procurar o tratamento para refluxo?

O tratamento para refluxo gastroesofágico deve ser procurado sempre que os sintomas forem frequentes, intensos ou interferirem na qualidade de vida. Azia recorrente, regurgitação constante, tosse crônica e dor no peito são sinais de alerta.

Buscar avaliação especializada permite identificar o tratamento mais adequado para cada caso, seja clínico ou cirúrgico. Em situações bem indicadas, a cirurgia para refluxo gastroesofágico pode representar uma solução definitiva, proporcionando mais conforto, segurança e qualidade de vida ao paciente.

O Dr. Wilson Martinuzzo é cirurgião especializado em procedimentos minimamente invasivos, como a cirurgia para refluxo gastroesofágico. Entre em contato e agende uma consulta.

 

Fontes:

Dr. Wilson Martinuzzo

Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia

Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva