Entenda as principais características e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer colorretal
O câncer colorretal é um dos tipos de câncer mais comuns do mundo. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam que, no Brasil, entre 2023 e 2025, foram detectados cerca de 45 mil casos e 20 mil mortes a cada ano, fazendo-o o câncer de maior incidência no país depois dos tumores de pele e de mama, bem como um dos de maior mortalidade.
A doença acomete o intestino grosso (cólon) e o reto (porção final do intestino, anterior ao ânus), e geralmente se desenvolve de forma bastante lenta, a partir de lesões benignas (pólipos) que evoluem aos poucos.
Apesar da gravidade, o câncer colorretal apresenta altas chances de cura quando diagnosticado em estágios iniciais. Por esse motivo, informação, prevenção e acompanhamento médico regular são fundamentais para reduzir a incidência da doença e melhorar o prognóstico.
O que é câncer colorretal?
O câncer colorretal é uma neoplasia maligna que se origina nas mucosas do intestino grosso ou do reto. Na maioria dos casos, ele surge a partir de pólipos adenomatosos, que podem sofrer transformação maligna ao longo dos anos. Esse tipo de câncer é chamado de adenocarcinoma.
Outros tipos mais raros de câncer colorretal são:
- Tumores estromais gastrointestinais (GIST);
- Linfomas;
- Melanoma;
- Tumores neuroendócrinos.
Esse tipo de câncer pode atingir homens e mulheres, e é mais frequente a partir dos 50 anos, ainda que casos em pacientes mais jovens tenham se tornado cada vez mais comuns.
Principais sintomas do câncer colorretal
Os sintomas do câncer colorretal variam de acordo com a localização do tumor e o estágio da doença. Em fases iniciais, muitas pessoas podem não ter sintomas ou apresentá-los de forma muito leve ou inespecífica, o que dificulta o diagnóstico precoce.
Quando presentes, os sintomas mais comuns incluem:
- Alteração repentina do hábito intestinal, com manifestações como diarreia ou constipação;
- Presença de sangue nas fezes;
- Dor e desconforto abdominal frequente;
- Perda de peso sem causa aparente;
- Alteração no formato das fezes, que se tornam mais finas;
- Fraqueza e anemia;
- Presença de massa palpável no abdômen nos casos de tumores muito grandes.
Quais as causas do câncer colorretal?
O desenvolvimento do câncer colorretal está relacionado a uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Embora não seja possível identificar uma causa específica na maioria das vezes, uma série de fatores pode aumentar consideravelmente o risco de se ter a doença. São eles:
- Histórico familiar de câncer de intestino;
- Idade acima de 50 anos;
- Maus hábitos alimentares, com dieta rica em gordura e ultraprocessados;
- Tabagismo;
- Sedentarismo;
- Excesso de peso e obesidade;
- Doenças inflamatórias intestinais;
- Doenças hereditárias intestinais, como a polipose adenomatosa familiar.
Como o diagnóstico é realizado?
O diagnóstico do câncer colorretal é feito por meio da avaliação clínica associada à realização de exames complementares. O principal exame para rastreamento e diagnóstico é a colonoscopia, que permite visualizar diretamente o interior do intestino e remover, para análise em biópsia, pólipos suspeitos.
Para rastreamento, o ideal é que a colonoscopia seja realizada a partir dos 45 anos, ou 35 em pessoas que têm histórico familiar de câncer em parentes de primeiro grau.
Além da colonoscopia, podem ser solicitados exames complementares como pesquisa de sangue oculto nas fezes, tomografia computadorizada, ressonância magnética e outros exames laboratoriais. A confirmação do câncer colorretal é realizada por meio da biópsia de lesões encontradas.
Opções de tratamento do câncer colorretal
O tratamento do câncer colorretal depende do estágio da doença, da localização do tumor e das condições clínicas do paciente. As principais modalidades terapêuticas incluem colonoscopia, cirurgia, quimioterapia e radioterapia, que podem ser utilizadas de forma isolada ou combinada.
O planejamento do tratamento deve ser sempre individualizado e realizado por uma equipe multidisciplinar — que envolve cirurgião geral, oncologista clínico, psicólogo, nutricionista, entre outros —, com o objetivo de proporcionar um controle da doença mais eficaz e preservar a qualidade de vida do paciente com câncer colorretal.
Quando o tratamento cirúrgico é indicado?
A cirurgia é a principal forma de tratamento do câncer colorretal, principalmente nos estágios iniciais em que a colonoscopia não é suficiente para remover as lesões. O objetivo do procedimento é remover o segmento do intestino acometido pelo tumor, juntamente com os linfonodos da região.
Mesmo em casos mais avançados, a cirurgia pode ser indicada para controle dos sintomas, prevenção de complicações ou associada a outros tratamentos. As técnicas cirúrgicas modernas permitem procedimentos menos invasivos e recuperação mais rápida.
A cirurgia para câncer colorretal pode ser realizada por via aberta convencional ou por vias minimamente invasivas, que incluem a cirurgia por videolaparoscopia e a cirurgia robótica. Estas técnicas são vantajosas em relação à cirurgia aberta, uma vez que proporcional menor trauma e um tempo de recuperação mais rápido e tranquilo.
Como prevenir o câncer colorretal?
O câncer colorretal é uma doença prevenível na maioria dos casos. Para isso, a prevenção envolve mudanças no estilo de vida e a realização de exames de rastreamento. Entre as principais medidas estão:
- Alimentação rica em fibras, frutas e vegetais;
- Redução do consumo de carnes processadas;
- Prática regular de atividade física;
- Manutenção do peso adequado;
- Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool;
- Realização periódica de colonoscopia conforme orientação médica.
Por meio dessas ações, é possível reduzir de forma significativa diversos fatores de risco controláveis para o câncer colorretal ou, ao menos, obter um diagnóstico nas fases iniciais da doença, quando as chances de cura são bem maiores.
Importância da identificação precoce do câncer colorretal
A identificação precoce do câncer colorretal é o fator que mais influencia as chances de cura da doença. Como mencionado anteriormente, quando a doença é diagnosticada em estágios iniciais, as taxas de sucesso do tratamento são bastante elevadas, com menor necessidade de terapias agressivas e longas.
O rastreamento regular, especialmente a partir dos 45 ou 50 anos, ou antes em pessoas com fatores de risco, permite detectar pólipos e lesões iniciais, o que também contribui para um diagnóstico precoce e seguro. Por isso, investir na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer colorretal é uma das formas mais eficazes de salvar vidas.
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Fontes:

