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Câncer de estômago: prevenção, sintomas e tratamentos
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
7 min. de leitura

Saiba a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento de câncer de estômago.

O câncer de estômago, também conhecido como câncer gástrico, é uma das neoplasias de maior prevalência entre a população. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele representa a terceira principal causa de mortalidade por câncer em ambos os sexos e está entre os cinco tipos mais frequentes no mundo. Esses números reforçam a necessidade de informação e conscientização sobre a doença.

Apesar de sua alta incidência, o câncer de estômago pode apresentar evolução silenciosa em fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em muitos casos, os sintomas surgem apenas quando a doença já está em estágio mais avançado, o que pode impactar diretamente as possibilidades de tratamento.

Por isso, compreender os fatores de risco, os sinais clínicos e as formas de prevenção do câncer de estômago é essencial. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de sucesso terapêutico e permite abordagens menos agressivas ao paciente.

O que é o câncer de estômago?

O câncer de estômago é uma doença caracterizada pelo crescimento desordenado de células na mucosa gástrica, camada interna do estômago responsável pela produção de secreções digestivas. Esse crescimento celular anormal pode formar tumores que, com o tempo, invadem estruturas mais profundas e podem se disseminar para outras partes do corpo.

Existem diferentes tipos de câncer de estômago, classificados de acordo com o tipo celular de origem. O mais comum é o adenocarcinoma, que se desenvolve a partir das células glandulares da mucosa gástrica. Esse tipo corresponde à grande maioria dos casos diagnosticados.

Segundo o INCA, cerca de 95% dos casos de câncer de estômago são classificados como adenocarcinomas. Os outros 5% incluem tumores do estroma gastrointestinal (GIST — tumores que se originam das células de sustentação do trato digestivo), tumores neuroendócrinos (TNE — originados de células que produzem hormônios), linfomas e carcinoma adenoescamoso.

Além da classificação por tipo celular, o câncer gástrico também pode ser dividido conforme sua localização dentro do órgão, como tumores da cárdia (região próxima ao esôfago) e tumores do corpo ou antro gástrico. Essa localização influencia diretamente na abordagem terapêutica.

Outro aspecto importante a se considerar é o comportamento biológico do tumor. Alguns tipos de câncer de estômago apresentam crescimento mais lento, enquanto outros são mais agressivos e têm maior potencial de disseminação, o que exige avaliação individualizada.

Causas e fatores de risco do câncer de estômago

O desenvolvimento do câncer de estômago está associado a uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Alterações na mucosa gástrica ao longo do tempo podem levar ao surgimento de lesões pré-malignas que evoluem para o câncer.

Entre os principais fatores envolvidos estão a infecção pela bactéria Helicobacter pylori, microrganismo que coloniza o estômago e pode causar inflamação crônica, além de hábitos alimentares inadequados, como consumo excessivo de alimentos processados, salgados ou defumados.

O câncer de estômago apresenta sintomas?

O câncer de estômago pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, o que dificulta sua identificação precoce. Conforme a doença evolui, o paciente pode começar a perceber alterações digestivas e sintomas inespecíficos que muitas vezes são confundidos com problemas gastrointestinais comuns.

Possíveis sinais do câncer de estômago

É importante manter atenção aos sinais do organismo, especialmente quando eles persistem por períodos prolongados. O reconhecimento precoce dos sintomas pode levar a um diagnóstico mais rápido do câncer de estômago.

Além disso, a procura por avaliação médica ao notar alterações digestivas recorrentes é essencial para investigação adequada.

Os sinais mais frequentes desse tipo de câncer incluem:

  • Dor ou desconforto abdominal;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Falta de apetite;
  • Náuseas e vômitos;
  • Sensação de estômago cheio rapidamente;
  • Presença de sangue nas fezes ou vômitos;
  • Cansaço e fraqueza.

Como o diagnóstico é realizado?

O diagnóstico do câncer de estômago envolve uma combinação de avaliação clínica e exames complementares. O médico analisa os sintomas e o histórico do paciente antes de indicar exames específicos.

O principal exame utilizado é a endoscopia digestiva alta, procedimento onde um tubo flexível com câmera é introduzido pela boca até o estômago. Esse exame permite visualizar diretamente a mucosa gástrica e identificar alterações suspeitas.

Durante a endoscopia, pode ser realizada a biópsia, que retira pequenos fragmentos de tecido para análise laboratorial. Essa análise das células confirma o diagnóstico do câncer de estômago e define o tipo de tumor.

Como é o tratamento para câncer de estômago?

O tratamento do câncer de estômago é definido de forma individualizada, considerando o estágio da doença, a localização do tumor e as condições clínicas do paciente. A decisão é tomada em conjunto com o médico responsável.

Quando o câncer de estômago está localizado, uma das estratégias é a cirurgia para remoção do tumor, podendo ser associada a outras terapias para aumentar a eficácia do tratamento.

Nos casos em que há metástase, disseminação do câncer para outros órgãos, o tratamento é voltado para controle da doença e melhora da qualidade de vida.

A quimioterapia, uma das abordagens para o tratamento do câncer gástrico, se baseia no uso de medicamentos que atuam destruindo células cancerígenas ou impedindo sua multiplicação. Já a radioterapia utiliza radiação para atingir e reduzir o tumor, podendo ser aplicada em conjunto com outros tratamentos no câncer de estômago.

Quando a cirurgia para câncer de estômago é indicada?

A cirurgia é indicada principalmente quando o câncer de estômago está em estágio inicial ou localizado, sem disseminação para outros órgãos. O objetivo é remover completamente o tumor e tecidos comprometidos.

A indicação depende de fatores como tamanho do tumor, profundidade da invasão e presença de metástases. A avaliação médica detalhada é essencial para definir essa conduta.

Cirurgia para câncer de estômago: como é realizada?

A cirurgia para câncer de estômago pode envolver a remoção parcial ou total do estômago, procedimento conhecido como gastrectomia. A extensão da cirurgia depende da localização e do estágio da doença.

Além da retirada do estômago, pode ser necessária a remoção de linfonodos para evitar a disseminação do câncer.

Qual médico realiza o tratamento cirúrgico do câncer de estômago?

O tratamento cirúrgico do câncer de estômago é realizado por um cirurgião geral ou cirurgião oncológico, profissional especializado em procedimentos relacionados ao tratamento de tumores. Esse especialista avalia o caso e define a melhor abordagem terapêutica.

Como prevenir o câncer de estômago?

A prevenção do câncer de estômago envolve a adoção de hábitos saudáveis e controle de fatores de risco. Embora nem todos os casos possam ser evitados, mudanças no estilo de vida podem reduzir significativamente a probabilidade de desenvolvimento da doença.

Entre as principais medidas que podem ser adotadas para essa prevenção, podemos citar:

  • Manter alimentação equilibrada;
  • Reduzir consumo de alimentos ultraprocessados;
  • Evitar tabagismo;
  • Moderar consumo de álcool;
  • Tratar infecção por Helicobacter pylori;
  • Realizar acompanhamento médico regular.

Qual a taxa de cura do câncer de estômago?

A taxa de cura do câncer de estômago varia conforme o estágio em que a doença é diagnosticada. Casos identificados precocemente apresentam maiores chances de tratamento eficaz, enquanto estágios avançados exigem abordagens mais complexas.

Cada paciente deve ser avaliado de forma individual, considerando fatores clínicos, extensão da doença e resposta ao tratamento.

Agende uma consulta com o Dr. Wilson Martinuzzo para uma avaliação completa.

 

Fontes:

Instituto Nacional de Câncer (INCA)

Albert Einstein

Fundação Brasileira de Gastroenterologia

Oncologia Brasil