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Hemorroidas
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
6 min. de leitura

Condição pode ser confundida com outros quadros proctológicos.

As hemorroidas representam uma condição proctológica comum, afetando até 50% da população adulta em algum momento da vida, conforme estimativas da Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Essas veias dilatadas no canal anal ou na região retal surgem de pressões elevadas na área pélvica, levando a desconfortos que variam de leves a intensos.

Este conteúdo detalha as facetas dessa afecção, desde etiologia até estratégias preventivas, ajudando você a reconhecer quando procurar ajuda especializada e evitar complicações desnecessárias.

Quais as causas das hemorroidas?

As hemorroidas desenvolvem-se principalmente devido a fatores que aumentam a pressão nas veias do reto e do ânus, enfraquecendo os tecidos de suporte. Dentre as causas mais prevalentes, destacam-se:

  • Constipação crônica, que força esforços excessivos durante a evacuação, dilatando as veias hemorroidárias;
  • Diarreia persistente, irritando a mucosa anal e promovendo inflamação;
  • Gravidez, na qual o peso do útero comprime as veias pélvicas — comum no terceiro trimestre;
  • Obesidade e sedentarismo, que elevam a pressão intra-abdominal e reduzem o fluxo venoso;
  • Envelhecimento natural, com perda de elasticidade nos tecidos de sustentação após os 50 anos.

Outros fatores incluem dietas pobres em fibras, consumo excessivo de alimentos processados ou picantes, e até hereditariedade, com predisposição familiar em cerca de 30% dos casos, segundo estudos da Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino. Fatores ocupacionais, como longos períodos sentados ou em pé, também agravam as hemorroidas, criando um ciclo de congestão venosa. Por isso, entender essas raízes permite intervenções precoces, evitando a progressão do quadro para graus mais severos.

Saiba mais sobre as Causas das Hemorroidas!

Sinais e sintomas das hemorroidas

Os sintomas das hemorroidas manifestam-se de forma gradual ou aguda, dependendo do tipo — internas (dentro do canal anal) ou externas (sob a pele ao redor do ânus). Sinais iniciais incluem:

  • Coceira ou irritação perianal, resultantes de secreções mucosas;
  • Sangramento indolor durante as evacuações, com sangue vermelho vivo no papel higiênico;
  • Dor ou desconforto ao sentar, especialmente em hemorroidas externas trombosadas;
  • Prolapso, em que as hemorroidas internas saem pelo ânus e podem retrair sozinhas ou manualmente;
  • Sensação de evacuação incompleta ou inchaço local.

Em fases avançadas, as hemorroidas podem causar anemia por perdas sanguíneas crônicas ou infecções secundárias. Além disso, sintomas como dor intensa ou febre sugerem complicações maiores, exigindo avaliação imediata. Muitos pacientes relatam alívio inicial com medidas caseiras, mas a persistência indica necessidade de consulta proctológica para diferenciar de outras patologias.

A hemorroida é grave?

Nem sempre as hemorroidas são graves; na verdade, a maioria dos casos é benigna e resolvida com cuidados conservadores. No entanto, complicações podem surgir quando não há tratamento adequado, como trombose (coágulo doloroso em veias externas), estrangulamento (prolapso preso, causando necrose) ou hemorragia profusa, levando a choque em raros cenários.

As hemorroidas internas de grau IV, com prolapso irredutível, impactam a qualidade de vida, mas não são cancerígenas por si só. O perigo real está em ignorar sintomas, que podem mascarar condições mais sérias como fissuras anais ou tumores. Com diagnóstico oportuno, as hemorroidas são gerenciáveis, com taxas de resolução acima de 90% em tratamentos não cirúrgicos iniciais.

Como o diagnóstico é confirmado?

O diagnóstico das hemorroidas inicia com anamnese detalhada sobre hábitos intestinais e sintomas, seguida de exame físico proctológico, incluindo inspeção visual e toque retal para identificar massas ou prolapsos. Ferramentas complementares incluem:

  • Anuscopia, um tubo curto iluminado para visualizar o canal anal inferior;
  • Retossigmoidoscopia ou colonoscopia, para excluir pólipos ou câncer colorretal em pacientes acima de 40 anos ou com sangramento persistente;
  • Exames de imagem, como ultrassom endorretal em casos complexos.

Como é o tratamento para hemorroidas?

O tratamento para hemorroidas varia conforme a gravidade da condição, iniciando sempre por medidas conservadoras para o alívio sintomático. Opções não invasivas incluem:

  • Aumento de fibras na dieta (25-30 g/dia) e hidratação para amolecer as fezes;
  • Pomadas tópicas com corticoides ou anestésicos para reduzir a inflamação e a dor;
  • Banhos de assento mornos por 15 minutos, várias vezes ao dia, para relaxar os músculos.

Para hemorroidas moderadas, procedimentos ambulatoriais como ligadura elástica (colocação de elásticos para necrose do tecido) ou escleroterapia (injeção de substâncias esclerosantes) oferecem resolução em 70% a 80% dos casos, conforme a Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

Medicamentos venotônicos, como a diosmina, fortalecem veias. Para um melhor andamento do tratamento, combinar essas estratégias com orientação nutricional acelera a recuperação do paciente, evitando recidivas em até 50% dos casos.

Quando o tratamento cirúrgico é indicado?

A cirurgia de hemorroidas é reservada para casos refratários ou avançados, como graus III/IV com prolapso constante ou trombose recorrente. Indicações incluem falha em terapias conservadoras após 4 a 6 semanas, sangramento crônico causando anemia ou dor incapacitante. Técnicas modernas abrangem:

  • Hemorroidectomia convencional, removendo tecidos dilatados com bisturi ou laser;
  • Método THD (desarterialização hemorroidária transanal), ligando artérias com ultrassom Doppler para minimizar dor pós-operatória;
  • Grampeamento (PPH), reposicionando hemorroidas internas com grampos circulares.

Essas abordagens, preferencialmente laparoscópicas ou robóticas, reduzem tempo de internação para 24 horas e retorno ao trabalho em 7 a 10 dias. Estudos da Associação Americana de Coloproctologia mostram taxas de sucesso acima de 95%, com baixa recidiva.

Como evitar e prevenir as hemorroidas?

Prevenir as hemorroidas envolve hábitos que reduzem a pressão anal e promovem a saúde intestinal. Algumas recomendações práticas são:

  • Dieta equilibrada com frutas, vegetais, grãos integrais e probióticos para regular o trânsito intestinal;
  • Exercícios regulares, como caminhadas diárias de 30 minutos, para melhorar a circulação pélvica;
  • Evitar esforços prolongados no banheiro, limitando tempo a 5 minutos e usando banquinhos para elevar pés;
  • Manter peso ideal e evitar levantamento de pesos excessivos sem técnica adequada.

Higiene gentil com água morna após a evacuação, em vez de papel seco, previne irritações. Para grupos de risco, como gestantes, compressas frias e posições laterais aliviam o quadro. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia enfatiza check-ups anuais após os 50 anos para detecção precoce, reduzindo a incidência de hemorroidas em até 40% com adesão a essas medidas.

O que pode ser confundido com as hemorroidas?

Várias condições mimetizam sintomas de hemorroidas, exigindo diagnóstico diferencial para evitar erros. Alguns desses erros comuns incluem:

  • Fissuras anais, rachaduras lineares com dor aguda durante evacuações, diferentemente do sangramento indolor das hemorroidas;
  • Fístulas perianais, canais infectados com pus e febre, originados de abscessos;
  • Pólipos ou câncer colorretal, com sangramento e perda de peso, necessitando colonoscopia;
  • Doenças inflamatórias intestinais (Crohn ou retocolite), com diarreia sanguinolenta e cólicas.

Proctite por infecções sexualmente transmissíveis ou abscessos também simulam hemorroidas externas. Para isso, exames proctológicos distinguem essas entidades, prevenindo uma progressão indevida da doença. Em consultas, é essencial salientar a importância de não autodiagnosticar a condição, pois 5% a 10% dos casos de sangramento retal podem ser oncológicos.

Entre em contato e marque sua consulta com o Dr. Wilson Martinuzzo!

 

Fontes:

Sociedade Brasileira de Coloproctologia

Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino

Associação Americana de Coloproctologia