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Tratamento para hérnia umbilical: como é realizado?
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
20/02/2026
5 min. de leitura

Intervenção cirúrgica é o único tratamento existente capaz de corrigir a hérnia umbilical

A hérnia umbilical é uma alteração que ocorre quando uma parte do conteúdo abdominal ultrapassa um ponto enfraquecido na região do umbigo. Essa condição pode surgir em adultos e crianças, e embora nem sempre cause dor imediata, representa um defeito estrutural na parede abdominal que não se corrige sozinho na idade adulta.

Por isso, entender como o diagnóstico é feito, o que evitar e quais são as possibilidades de tratamento para hérnia umbilical — especialmente a cirurgia — é fundamental para garantir segurança e prevenir complicações potenciais, como encarceramento e estrangulamento da hérnia.

Como a hérnia umbilical é diagnosticada?

O diagnóstico é essencialmente clínico. Durante o exame físico, o médico avalia a presença de um abaulamento na região do umbigo, que costuma aumentar com esforço, tosse ou ao ficar em pé. A capacidade de reduzir o conteúdo herniário — ou seja, empurrar o abaulamento de volta para dentro — também é observada e ajuda a determinar o tipo de hérnia.

Em alguns casos, exames de imagem complementares, como ultrassom ou tomografia, são solicitados para avaliar detalhes como o tamanho do defeito, presença de gordura ou intestino dentro da hérnia e sinais de complicações. Esses exames auxiliam especialmente quando há dor, dúvida diagnóstica ou planejamento cirúrgico.

O que não se pode fazer quando se tem hérnia umbilical?

Alguns cuidados são importantes para evitar o agravamento da hérnia ou o aparecimento de sintomas. Uma vez que existem ações que aumentam a pressão intra-abdominal e podem piorar o abaulamento ou gerar complicações. Entre as principais restrições estão:

  • Evitar levantar peso ou realizar atividades que exijam esforço abdominal intenso;
  • Evitar exercícios que aumentam pressão no abdome, como abdominais tradicionais, prancha ou movimentos de impacto;
  • Não usar cintas ou faixas compressivas como forma de tratamento para hérnia umbilical, pois elas apenas mascaram o defeito e podem retardar a busca por avaliação adequada;
  • Na medida do possível, evitar deixar episódios de tosse, constipação e esforço evacuatório.

Essas medidas não se enquadram como tratamento da hérnia umbilical, mas ajudam a evitar desconfortos e complicações até que o procedimento definitivo seja realizado.

Opções de tratamento para hérnia umbilical

Em adultos, a correção da hérnia umbilical é sempre cirúrgica, pois o defeito na parede abdominal não se fecha espontaneamente com medicamentos, exercícios, fisioterapia ou qualquer abordagem conservadora. A cirurgia é indicada para eliminar o abaulamento, aliviar sintomas e evitar riscos como encarceramento ou estrangulamento.

O acompanhamento pode ser considerado em casos muito específicos, como hérnias pequenas, totalmente assintomáticas e de baixo risco. Porém, vale lembrar que esses cuidados não corrige o problema. É apenas uma estratégia de vigilância até o momento adequado para realizar o reparo cirúrgico.

Quando o tratamento cirúrgico para hérnia umbilical é indicado?

A cirurgia é indicada sempre que a hérnia causa dor, desconforto, aumento progressivo, impacto na qualidade de vida ou quando apresenta risco de complicações. Além disso, mesmo hérnias pequenas e assintomáticas podem ser operadas eletivamente para evitar problemas futuros.

Este tratamento para hérnia umbilical também é recomendado para pacientes que praticam esportes, realizam esforços repetitivos ou têm fatores que aumentam pressão abdominal — como obesidade ou doenças respiratórias crônicas. Em adultos, a cirurgia é o único meio de reparar o defeito de forma definitiva.

Cirurgia para hérnia umbilical: como é realizada?

A cirurgia de hérnia umbilical é preferencialmente feita por técnicas minimamente invasivas, sempre buscando reduzir o trauma e favorecer recuperação rápida. O objetivo é reposicionar o conteúdo abdominal e reforçar a parede, geralmente com uso de uma tela cirúrgica, que diminui o risco de recidiva.

A escolha entre laparoscopia e cirurgia robótica depende das características da hérnia, do paciente e da experiência do cirurgião geral. Ambas são abordagens eficazes, com excelente segurança e recuperação acelerada quando comparadas a técnicas tradicionais.

Cirurgia laparoscópica

A técnica laparoscópica utiliza pequenas incisões pela parede abdominal para introdução de câmera e instrumentos. Essa abordagem oferece menor dor no pós-operatório, retorno mais rápido às atividades e ótima visualização interna.

Esta metodologia é especialmente útil em hérnias maiores, em pacientes com fatores de risco para recidiva ou quando existe a necessidade de reforço mais amplo da parede abdominal.

Cirurgia robótica

A cirurgia robótica é uma evolução da laparoscopia, oferecendo visão tridimensional, precisão superior e maior liberdade de movimento dos instrumentos. Isso permite reparos mais delicados e seguros, especialmente em casos complexos ou quando há múltiplos defeitos na parede abdominal.

Essa técnica proporciona ergonomia aprimorada ao cirurgião e pode reduzir complicações relacionadas à tensão na sutura ou ao posicionamento da tela.

O tratamento para hérnia umbilical em crianças é diferente do tratamento em adultos?

Sim. Em crianças pequenas, principalmente até os 4/5 anos, muitas hérnias umbilicais fecham espontaneamente à medida que a parede abdominal se fortalece. Nesses casos, o tratamento inicial costuma ser observação, desde que não haja dor, complicações ou aumento progressivo do defeito.

Quando a hérnia persiste após essa idade, é muito grande ou apresenta sinais de encarceramento, a cirurgia passa a ser indicada. Diferentemente dos adultos, a necessidade cirúrgica pediátrica depende mais da evolução natural da hérnia do que de sintomas.

Qual médico realiza o tratamento para hérnia umbilical?

O especialista responsável pelo tratamento para hérnia umbilical é o cirurgião do aparelho digestivo ou o cirurgião geral com experiência em reparos de parede abdominal e técnicas minimamente invasivas. Para crianças, o manejo é feito por um cirurgião pediátrico, que avalia a evolução da hérnia e indica cirurgia quando necessário.

Para saber mais, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Wilson Martinuzzo.

 

Fontes:

Manual MSD

Associação Médica Brasileira

Dr. Wilson Martinuzzo