Caso ignorada ou tratada tardiamente, a condição pode evoluir para complicações mais graves. Conheça os perigos da diverticulite aguda.
A doença diverticular do cólon é extremamente comum, especialmente na população acima dos 50 anos. Estima-se que cerca de 50% das pessoas com mais de 60 anos apresentem divertículos — pequenas bolsas formadas na parede do intestino grosso. Na maioria dos casos, estes permanecem assintomáticos por anos. O problema surge quando um ou mais divertículos inflamam ou infeccionam: é o que se chama de diverticulite aguda.
Embora muitos episódios sejam leves e controláveis com antibióticos e dieta, os perigos da diverticulite aguda não devem ser subestimados. Quando não tratada adequadamente — ou quando há recidivas frequentes —, a doença pode evoluir para complicações sérias que colocam a vida em risco.
Saiba mais a seguir.
O que é a diverticulite aguda?
Os divertículos são formados quando há pressão excessiva dentro do intestino — geralmente associada a dieta pobre em fibras e constipação crônica —, o que força a mucosa intestinal a se hernicar através de pontos de fraqueza na parede muscular do cólon.
A diverticulite ocorre quando esse divertículo infecciona ou inflama, provocando dor abdominal aguda, predominantemente no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas e alteração do hábito intestinal. Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a doença diverticular é uma das principais causas de hospitalização por problemas gastrointestinais no Brasil.
Quais são os perigos da diverticulite aguda?
Os perigos da diverticulite aguda se manifestam sobretudo quando o quadro não é tratado precocemente ou quando a doença segue um curso complicado. As principais complicações incluem:
Perfuração intestinal
É um dos perigos da diverticulite aguda mais temidos. A inflamação intensa pode levar à ruptura do divertículo, com extravasamento de conteúdo fecal para a cavidade abdominal. Trata-se de emergência cirúrgica com risco de vida elevado.
Peritonite
A perfuração intestinal frequentemente evolui para peritonite — inflamação generalizada do peritônio —, quadro grave que cursa com dor abdominal difusa, abdome em tábua, febre alta e deterioração rápida do estado geral. Sem intervenção imediata, o risco de sepse e falência múltipla de órgãos é real.
Formação de abscessos e fístulas
A infecção contida ao redor do divertículo pode formar abscessos, isto é, coleções de pus que, se pequenos, respondem a antibióticos; se volumosos, exigem drenagem percutânea ou cirúrgica. Quando a inflamação crônica cria um trajeto anormal entre o intestino e órgãos vizinhos (bexiga, vagina, pele), formam-se fístulas: complicação que frequentemente requer correção cirúrgica.
Obstrução e estenose intestinal
Episódios repetidos de diverticulite geram inflamação crônica e fibrose progressiva da parede intestinal, podendo estreitar o lúmen do cólon e dificultar ou bloquear o trânsito das fezes. Esse estreitamento — denominado estenose — pode exigir ressecção cirúrgica do segmento comprometido.
Sangramento diverticular
O sangramento diverticular é um dos mais temidos perigos da diverticulite aguda, a doença diverticular. Pode se manifestar como eliminação de sangue vivo pelo reto em grande volume, sendo uma das principais causas de hemorragia digestiva baixa no adulto. Nos casos graves, exige intervenção endoscópica ou cirúrgica de urgência.
Como identificar os sinais de alerta?
Conhecer os sinais que diferenciam um episódio leve de um quadro complicado é essencial. Procure atendimento médico de urgência se apresentar:
- Dor abdominal intensa, súbita e persistente, especialmente no lado esquerdo do abdome;
- Febre acima de 38 °C associada à dor abdominal;
- Abdome rígido ou muito doloroso ao toque;
- Náuseas e vômitos que impedem a alimentação;
- Ausência de eliminação de gases e fezes;
- Sangramento retal volumoso ou progressivo.
Esses sinais indicam que os perigos da diverticulite aguda já podem estar se concretizando — e cada hora sem tratamento aumenta o risco de complicações graves.
Importância do diagnóstico precoce da diverticulite aguda
O diagnóstico precoce é o principal fator que determina se a diverticulite será tratada clinicamente — com antibióticos, repouso e dieta — ou se evoluirá para intervenção cirúrgica de emergência. A tomografia computadorizada de abdome é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico, estadiar a gravidade do quadro (classificação de Hinchey) e identificar complicações associadas. Identificar a doença no estágio inicial significa mais opções terapêuticas, menor risco e recuperação mais rápida.
Pacientes com diverticulose conhecida e episódios recorrentes de diverticulite devem discutir com seu cirurgião a possibilidade de tratamento cirúrgico eletivo — a sigmoidectomia laparoscópica, minimamente invasiva — para remover o segmento comprometido antes que uma complicação grave se instale.
Qual médico trata a diverticulite aguda?
O tratamento dos perigos da diverticulite aguda envolve cirurgião do aparelho digestivo e, nos casos complicados, equipe multidisciplinar. O Dr. Wilson Martinuzzo, cirurgião especializado nas áreas gastrointestinal, proctológica e hepática, está habilitado para avaliar, tratar clinicamente e operar — quando necessário — os casos de diverticulite aguda e suas complicações.
Agende sua consulta com o Dr. Wilson Martinuzzo.
Fontes:

