A intervenção cirúrgica é indicada em casos graves, recorrentes ou quando o tratamento clínico não controla a inflamação
Os divertículos são pequenas bolsas que se formam na parede do intestino em regiões de fragilidade muscular. Quando não causam inflamação, o quadro é chamado de diverticulose. Já quando se inflamam, recebem o nome de diverticulite.
A diverticulose pode permanecer por longos períodos sem apresentar sintomas. No entanto, pode evoluir para diverticulite aguda, provocando dor abdominal, febre e alterações no hábito intestinal, além de poder levar a complicações graves.
A seguir, conheça as causas, fatores de risco, diagnóstico e as opções de tratamento para diverticulite aguda.
Causas e fatores de risco da diverticulite aguda
A diverticulite aguda está relacionada a diferentes fatores que favorecem o seu aparecimento:
- alimentação com baixo teor de fibras, especialmente rica em ultraprocessados, que endurece as fezes, aumenta a pressão no cólon e favorece a formação de divertículos;
- prisão de ventre crônica, que pode gerar áreas de fragilidade na parede do cólon;
- acúmulo de resíduos fecais nos divertículos, que pode estimular a proliferação de bactérias, desencadeando inflamação e infecção;
- envelhecimento, já que o intestino sofre alterações, como perda de elasticidade, o que facilita o surgimento de divertículos e inflamações;
- tabagismo, que gera inflamações persistentes, prejuízo na circulação sanguínea e redução da capacidade de regeneração dos tecidos;
- consumo excessivo de álcool, que pode dificultar a recuperação dos tecidos e intensificar os sintomas da doença.
Como diagnosticar a diverticulite aguda?
O diagnóstico da diverticulite aguda depende principalmente de exames de imagem. A tomografia computadorizada é o exame mais utilizado, pois permite confirmar a presença de inflamação dos divertículos, identificar possíveis complicações, como abscessos ou perfurações, e avaliar a gravidade do quadro.
A colonoscopia geralmente não é realizada durante a fase aguda, pois pode aumentar o risco de perfuração. O exame é indicado após a resolução da inflamação para investigar a extensão da doença e descartar outras condições, como pólipos ou câncer.
Opções de tratamento para diverticulite aguda
O tratamento da diverticulite aguda geralmente começa com antibióticos, que têm a função de controlar a infecção bacteriana nos divertículos inflamados. Além disso, são recomendadas mudanças nos hábitos de vida para facilitar o trânsito intestinal e diminuir a pressão no cólon, prevenindo novas crises e complicações.
Entre as principais recomendações da dieta estão a redução do consumo de alimentos ultraprocessados e o aumento da ingestão de fibras, presentes em frutas, verduras e cereais integrais, que facilitam a evacuação e reduzem o risco de novas crises de diverticulite.
Em boa parte dos casos, o paciente recebe acompanhamento médico e tratamento em casa, sem necessidade de internação. Nos casos mais graves, o tratamento da diverticulite aguda pode envolver internação hospitalar e drenagem para tratar abscessos formados nos divertículos.
Tratamento para diverticulite aguda: quando optar pela cirurgia?
A cirurgia não é a primeira opção no tratamento da diverticulite aguda. A intervenção cirúrgica de emergência é indispensável em casos de perfuração intestinal, formação de abscessos grandes e peritonite, infecção da membrana que reveste a cavidade abdominal.
Além dos casos de urgência, a cirurgia também pode ser indicada no tratamento da diverticulite aguda de forma planejada, quando os procedimentos conservadores não conseguem controlar a doença. Entre as situações que podem levar à cirurgia eletiva estão:
- crises recorrentes de diverticulite que prejudicam a qualidade de vida do paciente.
- fístulas, que são conexões anormais entre órgãos causadas por inflamações anteriores;
- alterações na estrutura do intestino grosso, que dificultam a passagem das fezes;
- necessidade de remover ou examinar áreas do intestino inflamadas quando não é possível descartar a presença de câncer.
O objetivo da cirurgia dentro do tratamento da diverticulite aguda é prevenir novas crises, reduzir o risco de complicações e controlar a progressão da doença. A remoção da parte do intestino afetada estabiliza o quadro clínico, evita complicações graves e melhora a qualidade de vida do paciente.
A diverticulite pode voltar após a cirurgia?
É possível que a diverticulite reapareça mesmo após a remoção cirúrgica do segmento afetado, ocorrendo em aproximadamente 10% dos pacientes. Em uma parcela menor, cerca de 3%, pode ser necessário realizar uma nova intervenção cirúrgica para tratar a recidiva.
Por esse motivo, o tratamento da diverticulite aguda deve incluir acompanhamento médico contínuo, mesmo após a cirurgia, para monitorar possíveis sinais de retorno da doença, prevenir complicações e garantir que o paciente mantenha uma boa qualidade de vida.
Qual médico realiza o tratamento cirúrgico da diverticulite aguda?
O tratamento cirúrgico da diverticulite aguda é realizado por médicos especializados no intestino e trato gastrointestinal, como coloproctologistas, que cuidam de cólon, reto e ânus, e cirurgiões do aparelho digestivo ou geral, capacitados para intervenções no trato gastrointestinal.
O Dr. Wilson Martinuzzo é um especialista em cirurgia do intestino, com mais de 30 anos de atuação e experiência em mais de 14 mil procedimentos. O doutor também foi um dos pioneiros na utilização da cirurgia robótica, aplicando técnicas modernas que garantem maior precisão e segurança nos tratamentos cirúrgicos, incluindo o tratamento para a diverticulite aguda.
Agende sua consulta com o Dr. Wilson Martinuzzo e tire todas as suas dúvidas sobre o tratamento da diverticulite aguda.
Fontes

